ATENÇÃO! MULHERES NO COMANDO ☺

ATENÇÃO! MULHERES NO COMANDO ☺

Leila Dillmann
Leila Dillmann

Para o patriarcado de plantão, um aviso: As mulheres estão no comando e aos poucos, com garra e trabalho árduo vão ocupando os espaços que merecem na sociedade.

A primeira congressista negra dos EUA, Shirley Chisholm, disse uma vez: “Se eles não lhe derem um assento à mesa, traga uma cadeira dobrável”. Igualdade de gênero, que era uma utopia, está ocorrendo e gradativamente como mulheres vão se destacando no mercado de trabalho. Em todos os setores da comunidade, as mulheres têm contribuições importantes para uma liderança. Um lugar à mesa é um direito natural, irrenunciável e intransferível. A diversidade na liderança beneficia a todas as pessoas.

Na prática, segundo dados da Organização Internacional do Trabalho, empresas que monitoram o impacto da diversidade de gênero na liderança reportam crescimento de 5% a 20% nos lucros.

Muito embora o crescimento das empresas com liderança feminina seja favorável, estudos revelam que, no Brasil, apenas 3% de mulheres ocupam cargos de liderança nas empresas. O motivo não é a falta de preparo, já que as mulheres estudam mais que os homens e têm forte participação no mercado de trabalho. Isso devido a alguns fatos históricos e culturais que impedem a rapidez da progressão de carreiras delas.

O homem como principal provedor do lar e a responsabilidade da mulher com os cuidados do lar, dos filhos e do marido, sem dúvida, foram os principais motivos para tornar difícil a inserção feminina no mercado de trabalho.

No século XX, porém, o cenário teve as primeiras mudanças com a necessidade de aumento da renda familiar, as mulheres de classe média começaram a exercer funções auxiliares, como secretarias.

Com o passar do tempo, o mercado de trabalho brasileiro se desenvolveu e de acordo com os dados de uma pesquisa de 2021 do Serasa Experian, as mulheres comandam 43% de todos os negócios do país. Além disso, nove em cada dez empresas em todo o mundo agora têm pelo menos uma mulher em suas equipes de liderança.

Além disso, outra perspectiva positiva para o público feminino é a realidade dos setores de Recursos Humanos das empresas nacionais. Segundo pesquisa do Mercadômetro, as mulheres são maioria, representando cerca de 75,2% dos trabalhadores do setor. E não para por aí, quando falamos em gerência, antes dominadas pelos homens, um levantamento realizado pela empresa de pesquisa Bureau of Labor Stati, apontou que, atualmente, 73% dos gerentes de RH são mulheres. Além disso, no cargo de psicólogo do trabalho, por exemplo, nove em cada dez posições são ocupadas por mulheres.

Embora a presença feminina seja massiva no RH, os salários ainda são menores em comparação com a remuneração dos homens. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a renda média nacional do brasileiro é de R$ 2.043, mas os homens ganham, em média, R$ 2.251, enquanto a média salarial das mulheres, mesmo ocupando as mesmas funções, é de R$ 1.762, uma diferença de R$ 489.

Cinco maneiras de mudar a política e a cultura para que mais mulheres possam reivindicar cargos de liderança no mundo do trabalho:

  1. Exija salário igual para trabalho de igual valor;
  2. Solicite políticas de licença parental que apoiem mães e pais;
  3. Exija políticas de tolerância zero para o assédio sexual e a violência no local de trabalho;
  4. Divida igualmente o trabalho doméstico e o de cuidar em casa;
  5. Exija representação igual das mulheres nas salas de reuniões.

CARACTERÍSTICAS FEMININAS IMPORTANTES DA LIDERANÇA

O líder é aquele guia os demais, que mostra o caminho a ser seguido em meio aos desafios, tornando-os menos complexos e possíveis de serem alcançados.

  • Multitarefa: uma mulher consegue conduzir diferentes tarefas e orientar diferentes pessoas ao mesmo tempo.
  • Foco nos detalhes: Mulheres são detalhistas, o que garante um pensamento mais crítico e analítico.
  • Liderança horizontal: A liderança feminina é inclusiva, encoraja a participação e compartilhamento o poder e a informação com aqueles que lidera.
  • Predomínio do emocional: Em geral estão capacitadas para ter em conta o lado humano das pessoas. Tendem a ser mais empáticas que o sexo oposto.
  • Flexibilidade: Adaptáveis ​​a mudanças, as mulheres costumam ser mais flexíveis, ponto muito importante para lidar com situações de instabilidade.
  • A combinação entre força e delicadeza: como mulheres consegue dosar suas dimensões e seus pontos mais delicados, uma combinação perfeita para um posicionamento de liderança.

Com essas e tantas outras qualidades que citamos aqui, a empresa só tem a ganhar em ter as mulheres nas suas lideranças. É válido mencionar que um ambiente de trabalho mais diversificado, tende a garantir os melhores resultados para as empresas.

Onde uma mulher passa abre caminhos que muitas outras podem também trilhar suas histórias. A liderança feminina é essencial para a distribuição de renda, combater o preconceito e atingir a igualdade social.

GP 4.0

Leila Dillmann

Supervisora de Implantação e Suporte e redatora do Blog da IOPOINT