A mudança de uma caminhada, por Jungles Wegher, CEO da iopoint.

A mudança de uma caminhada, por Jungles Wegher, CEO da iopoint.

Leila Dillmann
Leila Dillmann

iopoint: A empresa fundada 8 dias antes da pandemia.

A partir de março de 2020, muitos planos foram desfeitos, contratos foram suspensos e estratégias de lançamento de produtos e serviços, adiadas. Para muitos negócios, o início da pandemia de Covid-19 trouxe incertezas.Tudo isso aconteceu com a iopoint, startup que nasceu em 10 de março de 2020 (apenas oito dias antes do decreto de lockdown por conta da pandemia) e hoje é uma empresa especialista em ponto digital, com foco em soluções para a área de Recursos Humanos.

  • A experiência com o universo empresarial permitiu que a empresa percebesse que diversos processos gerenciais ainda eram muito tradicionais. “No caso do registro de ponto dos colaboradores, por exemplo, as coisas eram feitas mais ou menos da mesma forma desde 1860”, diz Jungles, um dos quatro fundadores e CEO da iopoint.
  • O interesse do mercado pela proposta era claro. Um aplicativo que substitui integralmente o relógio-ponto e permite que a empresa controle 100% da jornada de trabalho das equipes. A plataforma também prevê adaptação às diferentes realidades das empresas, permitindo fazer cálculos automatizados que contemplem as mais de duas mil convenções coletivas reconhecidas pela legislação trabalhista brasileira.
  • O lançamento do aplicativo praticamente uma semana antes do anúncio do lockdown, exigiu a revisão de todas as estratégias já traçadas. “Estávamos com todos os planos de marketing definidos e tivemos que ir embora, ficar em casa. O impacto foi grande para todos, mas, no caso de uma empresa recém-criada, foi um desafio enorme”, relembra Jungles. Ele considera que se tivesse sido possível lançar o produto seis meses antes, “poderiam ter aproveitado a pandemia para dar um boom”, pois as necessidades por ferramentas que facilitam a gestão do trabalho remoto aumentaram. Porém, a decisão foi por mudar todo o planejamento
  • Em um primeiro momento, a intenção era executar duas estratégias diferentes para a prospecção de novos clientes: pequenas e médias empresas seriam alvo de campanhas baseadas em marketing digital, enquanto as grandes corporações receberiam visitas presenciais. Mas, com a priorização do trabalho remoto, a estrutura foi adaptada para que tudo fosse feito à distância. O resultado foi a oxigenação dessa área da iopoint: “Passamos a ter mais de 20 pessoas só cuidando das vendas e da busca por novos clientes”,
  • O foco na equipe comercial rendeu mudanças importantes em toda a estrutura da empresa, que hoje tem 23 colaboradores contratados, além de 30 prestadores de serviços. A unidade de São Miguel do Oeste passou a ser a matriz de uma rede que tem filiais em São Paulo (SP), Toledo (PR) e Portugal. O escritório europeu vai atender ao mercado de outros continentes.
  • Jungles conta que sua parceria com o Sebrae rendeu reconhecimentos e conquistas importantes. Uma delas foi um recurso de R$ 50 mil entregue pela Fapesc durante a edição 2021 do Startup Summit, valor que será destinado à pesquisa. Além disso, a iopoint foi homenageada recentemente pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), a partir de uma indicação do Sebrae, “por não termos ficado inertes durante a pandemia”, diz. Para o fundador da empresa, o comportamento era natural, visto que há diversas famílias que dependem do negócio e, como empreendedor, ficar parado não era uma opção.

A história completa da iopoint não cabe apenas nessas páginas. São estratégias de negócios, experiências e metodologias que você pode conhecer de perto, para inspirar sua empresa.

Gestão Empresarial

Leila Dillmann

Supervisora de Implantação e Suporte e redatora do Blog da IOPOINT